terça-feira, 22 de junho de 2010

Ônibus

Faz um tempo que venho com isso na cabeça. Desde o começo deste ano tenho andado de ônibus e acabei conhecendo a figura do ônibus lotado. Um 238 às seis horas não poderia ser diferente. Em dias de chuva, então. Passando pelo CEFET não tem para ninguém: enche mesmo. A dica é ficar perto da porta, fazer o quê?

Mas uma coisa que me chama a atenção é a simpatia dos companheiros de viagem. Eu passo por alguns bocados com a minha mochila normalmente cheia e volumosa. Pessoas olhando feio, cansadas, grosseiras, demonstrações gratuitas de grosseria a estranhos. O que o stress não faz com o povo... Quando você percebe, você está estressado também e se torna mais um desse tipo.

Adolescentes agitados, senhores e senhoras sérios, madames (que eu particularmente não sei o que fazem em um ônibus, com aquelas caras de "só ando de carro, não me toque") afetadas, espertinhos que se aglomeram à porta (o jeito é se tornar um deles, fica a dica). É cada figura nos ônibus desse meu Rio.

Aliás, sempre que ando de ônibus, metrô, etc., eu observo as pessoas à minha volta. Às vezes você consegue conhecer um pouquinho de um desconhecido fazendo isso. Montar um pequeno quebra-cabeça sobre a vida de alguém, perceber isso ou aquilo... Eu não sei por que adoro fazer isso. Devo ser uma espécie de sonhadora mesmo.

E tudo porque uma mulher tentou me passar um sermão sobre eu ficar com a mochila nas costas...


Tenho que parar (ou não) com essa mania de dissertação de um assunto conduzir ao outro. Acabo esquecendo metade do que queria postar no blog, é frustrante.

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