sexta-feira, 25 de junho de 2010

Decisões

Decisões. Por quanto tempo podemos adiá-las?

Por quanto tempo consegui ser magoada e suportar isso como se fosse normal?

Quando me anulei como pessoa? Quando queimei metade da minha parte racional?

É, justo a irracionalidade da qual me acusavam de ter. Fui irracional. Não faço ideia do que pode ter me guiado. Não foram os sentimentos. Puro instinto masoquista? Provavelmente.

Meus sentimentos gritavam por um sossego e alguma felicidade. Sentir-me realmente feliz, satisfeita e não frustrada com alguma coisa é algo que não faço já há um tempo. Acredite ou não. E ninguém nada percebe; se vê um lapso de como eu realmente me sinto, é coisa do momento e logo passa.

Houve vezes em que me senti bem, não vou mentir. Em que acreditei que fosse dar tudo certo. Mas não deu. Minhas decisões provaram-se péssimas, e as consequências ruins foram o que enfrentei. Por um lado tomei minhas próprias decisões, que se mostraram péssimas, por outro fui conduzida por certas pessoas.

Desde pequena nutri certos sonhos a respeito de como seriam meus 16 anos. Sonhava que com essa idade eu seria muito feliz e aconteceriam diversas coisas novas. Que seria um dos melhores anos da minha vida. Acabou que 2010 está se revelando um ano semelhante a 2009: péssimo, cheio de decepções, frustrações e tristeza. Novamente segui os instintos e palpites de outras pessoas... E eu mesma vou perdendo minha própria capacidade de decisão em prol de terceiros.

É claro, a Esperança, sim, a última que morre, diz que o ano ainda está na metade, muita coisa pode acontecer. Certo. Que surja um anjo e me salve dessa porcaria toda. Que eu mude de dimensão, então. Me conheço. Não costumo superar as coisas com facilidade. Nessas horas deveria ter nascido de outro signo, rs.

Falar sobre decisões me lembra uma decisão em especial que eu tenho evitado tomar faz muito, muito, muito tempo. Uma decisão triste e que me fará sofrer, sem dúvidas. Se duvido de mim mesma agora, provavelmente depois também duvidarei. Ou não. Mas duas pessoas que não estão felizes juntas não devem ficar juntas, não é? Por mais que um ame. O outro não ama mais. Isso é notado, é visível, e me dói ter que admitir. Odeio admitir fraquezas. Mas também odeio ser passada para trás, que é o que aos poucos está acontecendo. Também odeio essa sensação de impotência. De achar que não adianta o que eu fizer, tudo resultará no mesmo: nada.

Então, se meus esforços são inúteis, por que continuar me esforçando? Se uma pessoa não me ama com todos os meus defeitos, é porque não me ama mesmo. E talvez não vá amar. O que ela pode vir a amar é uma sombra de mim mesma, uma projetada para agradá-la, que deixa passar a verdadeira característica de quem sou eu... E isso vai me machucar mais ainda. Pensar que eu tenho que deixar de ser eu mesma para alguém me amar.

Não sou perfeita. Tenho, porém, consciência das minhas características boas. Posso surtar às vezes (ou frequentemente), mas creio que seja uma boa pessoa. Eu consigo aceitar defeitos das pessoas que eu amo. Consigo suportar alguma coisa para fazer o outro feliz. Consigo compreender e aceitar, por isso acabo perdoando quase sempre os erros que cometem em relação a mim. Talvez essas características, unidas à minha falta de sorte na hora das decisões, tenham me feito ficar assim, desse jeito. Solitária? Triste? No fundo, no fundo.

Se eu soubesse utilizar melhor meu orgulho e fosse mais forte, as coisas com certeza seriam diferentes. Se eu não pensasse tanto no passado e acabasse não consertando o presente...

Vê o problema? Eu sei o que deve ser feito, mas não faço! Já estou começando a pensar que algo muito estranho me impede. O quê? Eu quero ser feliz, sim. Que droga. Já está na hora de voltar a ser.

Esse post ficou horrível.

Pelo menos estou me sentindo mais leve agora.

Não, não estou. Mas irei.

Uma hora as coisas têm que começar a dar certo, não é?

Eu só tenho que saber que decisão tomar.

Essa é a parte difícil.

Nenhum comentário: